sexta-feira, 14 de julho de 2017

KARMA



Passei o dia a reler Knut Hamsun e a ouvir Andrew Bird, 
corri a baía de São Martinho do Porto de sul a norte em busca de um amigo que não encontrei, 
entrei num tasco para comprar tabaco e beber café, 
vi o pôr-do-sol da varanda de casa, 
não fui à água, 
escrevi um poema terrível para eventual novo livro, 
ainda folheei uma almofada de ervas frescas em busca de índios, 
mas nada no mundo me queria hoje, 
creio cada vez mais firmemente no Karma, 
que tudo quanto me acontece é merecido e devido, 
sobretudo o que não me acontece, 
tudo quanto não me acontece é literalmente resultado da minha inacção, 
logo, inteiramente merecido. 

4 comentários:

Diogo Almeida disse...

Bem pensado.

maria disse...

eh, não vás por aí. nem culpar os outros de tudo e tudo...a vidinha é bem mais complexa. :)

Célia disse...

"que não me acontece, tudo quanto não me acontece é literalmente resultado da minha inacção,
logo, inteiramente merecido."

Isto será tudo menos culpar os outros.

Amanhã será seguramente um outro dia... E a existência dispensa clichés. Sei.

Bom domingo

Cuca, a Pirata disse...

Sentada no sofá antecipei dois maus encontros e não fui a nenhum. Adoro o karma quando sou eu que o controlo.
Saravá, Henrique.